
O lado bom? O visual amigável para crianças permite autonomia. O aplicativo tem quatro opções: Shows (programas de TV), Music (vídeos musicais), Learning (programas do National Geographic Kids e outros canais educativos), e Explore (com uma busca). O app também permite controle parental porque pode desabilitar a busca e o som e programar o tempo de uso diário.
friendly". Resumindo, a Google vai vender espaço de propaganda que vai chegar direto nas mãos do seu filho feitos especialmente para ele.
Há vários motivos para se preocupar com essa exposição, e lá em casa são dois pais que estudam comunicação. A quantidade de comerciais que massacram quem tenta assistir a um desenho na televisão é monstruosa. Pode escolher. Qualquer um dos canais "para crianças" é absurdamente inundado.
Para refletir, recomendo o documentário "Criança, Alma do Negócio" (2007) de Estela Renner e Marcos Nisti, que trata da publicidade dirigida às crianças (mesmo quando o produto não é para elas) e do consumismo infantil. Há também um artigo interessante para discutir alguns conceitos do filme.
Ouvir uma criança de 10 anos dizendo que "toda criança sente vontade de chorar quando pede algo e a mãe diz que não tem dinheiro para comprar" é um negócio que me enerva. Por isso, nós fomos atrás de outros veículos. Os DVDs são uma saída habitual, mas saem caro. Hoje, Elisa assiste a TV, mas sem assistir a nenhum canal de TV. É o milagre do Wifi.
A melhor solução, até agora, tem sido serviços como Netflix e Amazon TV. Ela tem um perfil só dela que direciona conteúdo apropriado. Quase todos os desenhos que têm nos canais de TV estão lá. Mesmo que sejam temporadas anteriores, quem tem dois anos não se importa em pegar "o último lançamento". Por isso mesmo, nossa filha também tem acesso a muito do que "saiu de moda" e que não deixou de ser bom. Ela estava assistindo "Em busca do Vale Encantado" (1988) neste fim de semana. Lembra do Littlefoot?
Enquanto o app não chega no Brasil, o site do YouTube é uma boa segunda opção, mas com dois poréns. Primeiro que ele sugere vídeos de acordo com o histórico, ou seja, se a família toda usar o YouTube, seu filho pode acabar vendo uma cena impactante de "The Walking Dead". Nossa amiga Morena fez um e-mail para o filho dela só para personalizar as sugestões do YouTube. Ótima ideia para filtrar conteúdos.
A segunda questão é a dos anúncios sem opção de "Pular" que passam antes dos vídeos. Contra esses, só distrair a criança e esperar passar. Minha tática tem sido ensinar a Elisa a dizer "Mas que bobela Iutube! Me dá meu vídeo A-GO-LA!". Ele não costuma obedecer, mas ela já aprendeu a brigar.