quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Depois do Freeport, uma aventura chamada “Ikea”


O AP onde estamos morando em Lisboa é ótimo. Tem até uma cama para as visitas. O problema, no entanto, é que falta o colchão. Por conta disso, e com o primeiro familiar com data certa pra chegar (meu irmão, Maikon), foi o jeito enfrentar o frio e ir fazer uma visitinha à Ikea, uma loja de artigos para casa, semelhante à Tok&Stok, mas com preços bem mais acessíveis.

Ao contrário do que imaginei e repetindo o que parece ter se tornado comum entre nós (depois da ida ao Freeport) o problema maior estava longe de ser o frio. Voltou a ser a distância. É, ela, outra vez. O transporte público português é bem melhor que o nosso. O metrô já saiu do papel faz décadas e as conexões com as paradas de ônibus são ótimas. A diferença está, no entanto, no estilo da cidade, que não funciona até tão tarde e tira algumas linhas de ônibus de circulação em feriado. E foi isso que aconteceu com o nosso. Fora de linha no último dia 08, Dia da Imaculada Conceição, padroeira do Reino de Portugal. Feriado dos sérios!

Tudo bem. Uma outra opção sempre há de existir. E existiu. Um ônibus na Praça do Comércio, algumas outras estações de metrô dali. Ótimo. Nem tanto. A Praça está em reforma para o reveillon e as paradas estão todas desativadas no seu entorno. Risadas soltas minhas, de Eugênia e Talita. É o que temos feito nessas horas. Depois de procurar e perseguir o ônibus identificamos a parada que está em uso. Subimos, pagamos e, uma parada depois, tivemos que descer. Fim da linha. “O quê?” E lá vai o motorista explicar: “Calma. Ela recomeça na parada aqui do lado”. “Então já podemos ficar?”. “Não, tem que descer para subir novamente”. Novas gargalhadas. Em um transporte público que funciona, a burocracia, mesmo que de leve, teima em “aperriar”. Fazer o quê, né?

Resultado: Saímos de casa às 14h, chegamos na loja duas horas depois e, já pensando na volta, passamos bem menos tempo do que imaginávamos na Ikea. Ou seja, mais tempo entre o ir e vir do que no deleite da compra, que, por sinal, não teve nada de muito chique. Eu tive que trazer o colchão (apesar de enrolado) nas costas entre um transporte e outro; e a Eugênia, de botas, veio cochilando, de tão cansada. Novas gargalhadas! Mas, como diz a Talita, é disso que vamos nos lembrar no futuro. E que boas lembranças né não?

7 comentários:

Eleni disse...

Este blog é uma verdadeira terapia. Por que vou gastar dinheiro e tempo com terapeuta? Sério. Eu dou gargalhadas ao ler estas aventuras de vocês. E fico imaginando as cenas. Vejo agora o filho do Sr. Paulo Pinheiro (este muito orgulhoso por estar seu filho "a estudar na europa") com um colchão às costas, subindo e descendo de ônibus, de metrô e vencendo o que resta para andar. Hilário! E minha filha toda estilosa de botas, cochilando de cansaço. É pura terapia!
Beijos.

Anônimo disse...

Dona Eleni, pelo menos, ele não carregou o colchão aberto, ia ser mais engraçado ainda ;)
Ass:: Talita

Ângela disse...

Olá colegas!
Bem, só dei com o vosso blog pelo nosso blog de CMEO.
Tenho delirado ao "ler-vos"! :) é uma óptima forma de vos conhecer mais um bocadinho e, mais importante, de nos conhecermos, a nós, portugueses, mais um bocadinho!
É cada aventura... :)
Confesso que, neste post, adorei a expressão "padroeira do Reino de Portugal" hahaha!!
A vossa partilha, faz-me reflectir um bocadinho sobre o fado dos portugueses, e o facto de não serem (infelizmente) tão positivos como os portugueses. Acho que os transportes públicos e a burocracia são uma enooooorme fatia no bolo da culpa. Ok, e o frio também não ajuda. Mas... colegas... ainda não faz assim tanto frrrrrio! :P Já pensaram em ir visitar o norte do país agora no Natal? É lindo (e fresquinho)! :)

Beijinhos da colega "portuga",

Ângela

Paulo Jr. Pinheiro disse...

Olá, Ângela!! Obrigado pela colaboração. Acredito que nossa adaptação ao fado e ao clima logo logo será um pormenor nos nossos textos, até porque descobrir Portugal, esse país que nos recebe tão bem, tem sido bem mais do que isso. Os novos amigos, como você, provam o que estou a dizer. Abração!

Ah! Abraços tb à minha sogra, dona Eleni, nossa leitora mais participativa!

Eleni disse...

Já pensou, Talita? Mas teria uma vantagem: estaria mais aquecido que vocês. Quando estiver aí faço questão de viver uma destas aventuras com este quarteto maravilhoso.
Beijos.
Ah! deixe-me aproveitar o espaço para dizer a Ângela (permita-me) que a frase "mas colegas, ainda não faz tanto frio..." me deixou apavorada. Como é que vocês vão aguentar tanto frio, meu Deus? O meu sangue já está querendo congelar só de imaginar a situação... Haja casacos e meiões.
Beijos, queridos.

Eugênia disse...

Ângela, o pior é que nós temos consciência que pra vcs não está frio! rsrs Mas para nós já está e muito!

Mãe, eu só não tirei fotos do Paulo com seu carregamento pq, como dito, entrei no ônibus e dormi. Mas valeu a pena ver.

Ângela disse...

D. Eleni,
A prova de que não está assim taaanto frio é que eu apanhei a sua filha comendo gelado!! HAhaha!
Mas não se preocupe, não vai ser nada de muito mais. Eles aguentam. ;) Qualquer coisa, trago-os comigo a vir conhecer Leiria e apresento-lhes a minha lareira :)

E a vocês, caros colegas, espero que corra tudo bem na v/ ida até casa. Não vos para trazerem sol, até porque hoje está um dia de sol magnifico, mas... tragam calor... por favor!! :)

Beijos e uma óptima continuação ;)