sexta-feira, 16 de julho de 2010

Nós na IAMCR 2010

Tudo pronto para nossa participação no encontro IAMCR 2010 que será aqui em Braga. Já decoramos o programa e estamos ansiosos para conhecer autores como John Downing, Guilherme Orozco, Beth Saad e Dulcília Buitoni. Também encontraremos duas pessoas queridas do Ceará, uma amiga nossa, que foi colega de faculdade do Paulo, e uma professora da UFC. Promete... Coloco aqui os resumos dos nossos trabalhos.

Eu falarei de Gênero e Comunicação Estratégica:

Reaching for the “mature women” – The Brazilian AIDS prevention campaign focusing in women over 50 years old
The Epidemiologic Bulletin published by Brazilian Ministry of Health in the end of 2008 alerted that the number of infected women over 50 years old had doubled from 1996 to 2006. This works analyzes the 2009 Carnival AIDS prevention campaign that had as target women over 50 years old. The empowered discourse used by the adds and its effective in the Brazilian woman reality are discussed.

Nós dois juntos apresentaremos esse:

Substituting news for poetry – The O Estado de São Paulo fight against censure in Brazilian dictators years
In the last military dictatorship in Brazil, the Institutional Act Nº 5 marks the transition to "hard lines" governments, in a period of strong censure on journalistic activity. In this new scenario, some newspapers highlight against limitations imposed on the freedom expression. This article analyzes “O Estado de São Paulo” roles, newspaper which reached condone the military, but, after then, transformed in a resistance's symbol. Among the measures to strengthen this argument is since the more aggressive, as happened in December 13th, 1968 with the publication of the editorial “Instituições em Frangalhos”, until others, not least cause impacts, as the replacement news for poems.

E o Paulo, em parceria com Tarciana Campos, apresenta:

Communication as stimulus to citizenship: a comparative study of experiences in Brazil and in Portugal
In the city of Fortaleza, which is geographically located in the Northeast region of Brazil, the Municipal Education Secretariat and the NGO Catavento Communication and Education proposed for four public schools a new methodology to address the transversal themes of education, which consists in producing radio programs by students and educators themselves. A similar initiative happened in Portugal, with students from public schools administered by Junta de Freguesia do Lumiar, in Lisbon. They are members of the audiovisual action “Production Cabinet” created by Arts and Training Center – ATC, a project that develop cultural activities among teenagers. This article proposes a comparison between Brazilian experience and Portuguese experience to observe how producing and exchanging information, managed by community itself, can complement activities in classroom and promote citizenship.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Da Pequena Suíça: Genebra

A partir deste post, começamos a falar dos países que tivemos a oportunidade de conhecer na companhia de Noemi e Rogério, em junho. Lugares incríveis que valem ser revisitados no futuro, sem dúvida alguma.

Começamos o roteiro pela Suíça ou "pequena Suíça", como a Talita costuma dizer pra tirar uma onda com a cara da cunhada dela, que é de lá. Apesar de pequeno o país é incrível e talvez muito do seu charme esteja exatamente no fato de conservar um ar interiorano, acolhedor.

Ficamos em Genebra, uma das mais populosas e lindas cidades do País, mas dona de um dos custos de vida mais caros da Europa. O nosso real convertido em euro rende menos ainda lá (rs). Ponto pra gente que destinou apenas uma noite à cidade, sem prejuízo à visitação dos principais lugares turísticos, possíveis de serem feitos à pé, o que permite admirar ainda (mesmo que de longe) as cadeias montanhosas que rodeiam a cidade (os Alpes e o Jura).

Soma-se a isso a bela arquitetura de Genebra, seus telhados e pontes, suas ruelas e bares, seus parques (com tabuleiros de xadrez gigantes, pontos de encontro de idosos. Uma maravilha!), suas inúmeras fontes de água potável e gelada, e o seu transporte público pouco poluente (elétrico e à beira do Rio Ródano).

Na cidade há ainda o Lago de Genebra, onde se está um dos principais pontos de visitação da cidade, o Jet d'Eau (um jato de água ou fonte de água vertical), mais um daqueles monumentos fálicos (às vezes difíceis de entender) que encontramos na Europa.

Um pouco antes de se chegar ao Lago tem o Relógio de Flores (que Eugênia adorou) e um dos monumentos mais interessantes, a Catedral de São Pedro, de onde se tem uma super vista panorâmica de Genebra. Nós quatro nos divertimos que só lá, mesmo na subida da Catedral. Passeios simples, vistas sensacionais e risadas garantidas. Se Genebra fosse mais barata...

terça-feira, 6 de julho de 2010

O melhor da música brasileira em Lisboa


(1) Festival do Largo



Canção "Eu sei que vou te amar"
http://www.youtube.com/watch?v=x6ToqVt68sE

O calor chegou a Lisboa e com ele os inúmeros festivais de verão que ocorrem não só aqui como em outras cidades de Portugal. Longe dos eventos pagos, de olho cada vez mais no público teen (como acontece aí com o nosso Ceará Music), o Teatro Nacional São Carlos realiza, pelo segundo ano consecutivo, o Festival do Largo. A plausível iniciativa, da Apart, entidade que gere o São Carlos, traz para o lado de fora do teatro apresentações de música sinfônica e coral, de dança e bailado. Participam do evento, que começou no dia 26 de junho e segue até o dia 27 de julho, músicos, cantores, maestros e coreógrafos de companhias portuguesas e internacionais.

Ontem, dia 05, eu e Eugênia fomos à "Noite Brasileira" sob o comando da Camerata Vianna da Motta. A noite foi incrível, a começar pela desenvoltura do apresentador, que fez inúmeras referências ao Brasil e à qualidade musical do nosso país. Falou de Tom Jobim, Ary Barroso, Edu Lobo, Chico Buarque. Contou histórias, como a rixa entre Ary Barroso e Villa-Lobos, quando VL tirou o primeiro lugar de AB em um festival de canções e não deu à música "Aquarela do Brasil" o reconhecimento que, mais tarde, foi obtido em outros países, como os EUA.

O ritmo brasileiro entoado pela música clássica animou a plateia, em canções como "Tico Tico no Fubá" (aqui ‘do fubá’), que fez muita gente remexer nas cadeiras e chegou a ser apresentada uma segunda vez, em regime de "bis" pela Camerata, de tanto que agradou o público presente. Público, por sinal, que conhece muito da nossa produção musical, como vimos em "Eu sei que vou te amar" (veja o vídeo acima na voz de Tom Jobim), que, na falta de cantores, teve na plateia o coro inesperado, em um ambiente bastante agradável, no meio da parte Baixa de Lisboa, a dividir espaço com os bondes, prédios antigos, turistas e população local. Música brasileira das melhores de um jeito que lembra o nosso de se fazer ouvir.


(2) Roberta Sá




Roberta Sá e António Zambuja
http://www.youtube.com/watch?v=6wYTls-1-jM

Eugênia já publicou link no Facebook e postou foto no Twitpic, mas vale mais um registro, desta vez aqui no Blog, do excelente show de Roberta Sá, que vimos em Lisboa, no último dia 01, no auditório da Aula Magna. Com uma presença de palco das mais elegantes, mantendo muito da ginga e da voz, ao mesmo tempo imponente e suave, da nova geração de cantoras da Música Popular Brasileira, Roberta Sá se lançou, e muito bem, no mercado fonográfico português.

A plateia, dividida entre portugueses e brasileiros, foi literalmente ao delírio e, a cada canção, gritava palavras, como “linda” e “bravo”. Quando, já próximo do final do show e depois de duas entradas para “bis”, ela repetiu algumas vezes a palavra “obrigada”, um português, que estava do meu lado, disse: “obrigado a você, pela oportunidade”.

Destaque para as músicas cantadas em parceria com o português António Zambuja, que tivemos a oportunidade de conhecer na ocasião. Para reforçar a elegância de Roberta, na dobradinha com António, ela cantou um fado (clique no vídeo acima e veja gravação imperdível da Eugênia) e ele uma música dela. O público (e isso nos inclui) saiu do auditório emocionado.

domingo, 27 de junho de 2010

Aventuras em família

O mês de junho foi de férias mesmo, além da visita da Wania e do Daniel, minha irmã Noemi e meu cunhado Rogério também aportaram por aqui. Na verdade, a viagem deles começou em fevereiro porque desde essa época que nós fazemos reuniões via Skype para decidir o roteiro deles em Portugal e uma viagem muito especial que fizemos os quatro. Depois de vários encontros, análise de preços de hospedagens, trens, ônibus e aviões, fechamos o roteiro em Lisboa, Porto, Lisboa, Genebra (Suíça), Berlin e Colônia (Alemanha), Praga (República Tcheca) e Viena (Áustria) e Lisboa de novo.

Cada cidade dessa receberá mais atenção em outros posts, mas o que posso dizer agora é que os meninos são excelentes companheiros de viagem. Rimos muito nesses quase 20 dias. Desde a chegada deles, que nós achamos que era na quinta e foi só na sexta, a emoção foi total. Voltamos a visitar locais queridos de Lisboa (e agora o Paulo tem a marca de ter visitado o Castelo São Jorge 7 vezes, e eu 6). E descobrimos outras coisas. No Porto, onde éramos seis junto com Daniel e Wania, nunca é demais dizer que o Nilton e a Lúcia sempre param a vida deles para nos receber e apresentar a cidade.

Nos outros países, enfrentamos as línguas francês, alemão e o tcheco, as comidas diferentes, os caminhos que nos perdiam, mas cada erro dava uma gargalhada maior que a outra e o grito geral "Silas!" (de "se lascou", se deu mal). Dividimos quartos em muitos cantos, fizemos ensaios fotográficos, eu e Rogério jogamos uma partida de xadrez num tabuleiro gigante em Genebra, todos torramos no calor de Berlin, fizemos um novo amigo em Viena e visitamos a loja de chocolates de Colônia e morremos de amores por Praga. E ainda curtimos o dia e a noite lisboetas. No fim, Noemi e Rogério ainda nos ofereceram um jantar super especial.

Como disse a Noemi, no fim, o que restou foi pensar que as próximas férias deles são em outubro e a gente vai se ver já já. Assim, segura-se a saudade. Até lá, é rever as fotos das nossas aventuras pela Europa.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Desculpa lá, é meu marido

Quando a decisão de fazer o Mestrado apareceu, muita coisa na nossa vida se moveu em torno, por causa e para isso. Acabamos de terminar o ano letivo do curso. Professores, trabalhos, aulas ficam agora para trás. Hora de dissertar. Recebemos excelentes notícias nesta semana. O professor que queríamos como orientador desde o primeiro semestre aceitou aos dois como orientados. Se Deus quiser, começamos a trabalhar em julho mesmo. Além disso, a Nova de Lisboa aprovou nosso pedido em algumas modificações na dissertação, o que vai nos ajudar no reconhecimento do diploma no Brasil.

Para completar, o artigo do meu super marido no seminário de Gestão de Imagem foi publicado no blog do nosso professor. Ele passou dois meses trabalhando concentrado nele e o artigo ficou muito, muito bom. Vocês não precisam acreditar em mim. É só ir lá e conferir: http://gi-unl.blogspot.com/2010/06/um-artigo-de-paulo-junior-pinheiro.html. Paulo analisou o encontro entre humor e política em um objeto completamente lusitano, o programa televisivo Gato Fedorento Esmiúça os Sufrágios. Sufrágios é como chamam as eleições aqui. Vou só dizer ainda que o Paulo ficou com a nota mais alta da sala e não falo mais nada, porque vocês são capazes de me chamar de babona...

A máquina “furtada” da irmã do Daniel registrou tudo


Cervejas, vinhos e risadas, muitas risadas. Foi assim que começou o nosso mês de junho, na companhia de dois grandes amigos, Daniel e Wania. Antes de seguirem para Barcelona, os dois se hospedaram em nossa casa. E dá-lhe visitar os pontos turísticos e históricos da “capital do império” (parafraseando meu amigo português Pedro Reis).

Foi ótimo tê-los por aqui, principalmente, pela empolgação do Daniel, que lembrou muito a da minha primeira viagem para fora do País, quando eu e Eugênia rumamos para passar um reveillon em Buenos Aires. Cada risada, cada movimento, cada local, por mais simples que pudesse paracer, rendia um flash do Paparazzi Daniboy e sua máquina fotográfica, que, diga-se de passagem, ele "furtou" da irmã dele.

Na onda do Daniel, voltamos a ser "meninos", a desbravar castelos, como o dos Mouros, em Sintra (foto), o Palácio Nacional de Queluz, em Queluz, e o de São Jorge, em Lisboa. Com o fim da primavera, o vinho deu lugar para a cerveja e aquela ponta de nostalgia, da época em que desviávamos o caminho da aula, no campus da UFC, em direção ao bar das Pitomebiras deu o tom de muitos passeios, na descoberta de lugares ótimos, como o Miradouro de Santa Catarina, um dos mais frequentados pela boemia de Lisboa (de onde vemos o Tejo e a Ponte 25 de Abril), que nos foi apresentado por Lídia Maropo, outra cearense gente fina, que está a tirar o doutoramente em Portugal.

E, como de costume, seguimos para "aperriar" Nilton e Lúcia no Porto, que recebeu uma reca de gente com a gentileza de sempre. E aí a fila incluiu Daniel, Wania, eu e Eugênia, além de Noemi e Rogério, um casal que merece um post só deles e de quem falaremos depois. Já já estaremos com uma empresa de turismo, pois a cada grupo de amigos ou familiares que recebemos descobrimos um pouco mais do País. Como diz uma amiga de Brasília, "já conheço tudo por aqui" (hehe).

sexta-feira, 18 de junho de 2010

E o Nobel nos deixou

Hoje, nos alcançou enquanto visitávamos o Palácio Nacional de Queluz a notícia muito triste que o escritor José Saramago faleceu. Irreparável perda para a literatura. Ele deixa-nos 20 ou 30 páginas do que seria um novo romance e uma intensa obra disponível.

Quando chegamos em Portugal, nossa primeira viagem foi sair de Lisboa e pegar dois comboios para chegar a Penafiel, cidade do interior. O objetivo era unicamente assistir a um evento que homenageava o escritor e também contava com sua presença. Tiramos fotos com Saramago e tivemos livros autografados.

Naquele momento, enquanto me tremia, lembro de termos dito que largar tudo e vir parar em Portugal já tinha valido a pena ali. Realizando o sonho de conhecer o escritor que tanto nos embalara durante a vida. Agora, fico ainda mais agradecida de ter tido a oportunidade de conhecer em vida o escritor. Fica aqui nosso lamento. Portugal está de luto oficial por dois dias e até domingo José Saramago será velado na Câmara Municipal de Lisboa. Não iremos lá, vou guardar as imagens dele que tive em Penafiel.

E para lembrar desse encontro, os links dos dois posts sobre nosso encontro com o Nobel:
http://pjegena.blogspot.com/2009/11/nos-e-o-nobel-parte-1.html
http://pjegena.blogspot.com/2009/11/nos-e-o-nobel-parte-2.html

terça-feira, 25 de maio de 2010

Eu quero um beijo do leão marinho!

Estamos muito afastados daqui mas a razão é nobre. Temos cinco artigos para terminar até dia 01 de junho. Aliás, eu tenho cinco e estou no terceiro, o Paulo já está terminando o quarto e último dele (meu marido é assim). São três para os seminários do Mestrado. Cada cadeira aqui pede sempre um artigo científico no fim do semestre e às vezes outros trabalhos também. O prazo deles na verdade vai até 07 de junho, mas vamos receber visitas super agitadas a partir do dia 01, Wania e Daniel, e depois no dia 03 chegam Noemi e Rogério. E nós temos a consciência que não vamos estudar absolutamente nada depois que eles chegarem.

E os outros dois artigos são para o IAMCR. Um congresso que vamos participar em julho e eu já estou ansiosa por ele porque vi que autores que nós lemos e gostamos como John Downing (de Mídia Radical), a Dulcília Buitoni (Imprensa Feminina no Brasil) e Elizabeth Saad (Estratégias para a mídia digital) estarão lá. Super legal. Vamos ficar amigos de todos eles (abre espaço para dizer que fomos no lançamento do livro da Inês Pedrosa e ela é uma simpatia e se formou na mesma faculdade que nós estudamos agora. Fotos e autógrafos depois, eu já acho que sou amiga dela).

Mas para não dizer que nossa vida é só de estudo tivemos dois acontecimentos, além da Inês Pedrosa. Ontem, fomos para uma palestra de um centro de estudos e finalmente conhecemos a cearense que todo mundo já tinha nos dito que morava aqui e era gente boa demais: Lídia Maropo. Ela estava apresentado o material da tese de doutorado dela (que é fantástica). Enfim, ela realmente é gente boa e muito, muito simpática. Será mais uma cearense para dividir aventuras por aqui.

E por fim, no fim de semana passado, fomos a Setúbal onde minha amiga Maria de Jesus convidou os amigos para a casa dela só para eu ter gente para o grupo focal de um dos artigos (não vou nem comentar como ela é gentil). Pois o que eu vi lá? Uma foto da Maria de Jesus recebendo um beijo na bochecha dado por um leão marinho! vocês têm noção? Uma bitoca do leão marinho! Isso ocorreu no Zoológico de Lisboa onde tem um show com golfinhos. No fim, o leão marinho sai distribuindo beijos na galera da platéia... Claro que eu estarei lá, na primeira fila para receber esta bitoca. Minha irmã está pensando no caso de ir. Ela não está a fim do beijo em si, mas acha que a foto dele deve ficar ótima (isso é herança de uma prima nossa chamada Simone). Enfim, quando os artigo terminarem a gente volta por aqui. Provavelmente para contar das farras. E do beijo do leão marinho!

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Meu nome é 153, cão 153


Não só de cultura e turismo vive o nosso blog. Há espaço também para o humor (aproveitando que eu estou a estudar esse conceito para um artigo por aqui... hehe).

Na última quarta-feira, diga-se de passagem respondendo a um convite da Talita, resolvi subir em um ônibus e atravessar com ela a Ponte 25 de Abril. Ideia bacana, até porque ainda não tinha feito o percurso que nos permite ver mais de perto o monumento a Cristo-Rei, uma versão portuguesa do Cristo Redentor. Aproveitaríamos também para conhecer o campus da Faculdade de Ciência e Tecnologia da universidade onde estamos fazendo o mestrado. Legal também.

O mais legal de tudo, no entanto, foi que deixando o campus, depois do tal "tour", e procurando a parada do ônibus fomos seguidos por um... cachorro. Isso mesmo! Não sei se muita gente sabe, mas eu não sou muito chegado em cachorro, principalmente, um desconhecido. Sabe aquele medo sem motivo? Pois é. hehe. E sabe que quem tem medo invariavelmente chama a atenção. Pois é. E foi justamente nesse "chama" que o cachorro sismou com a gente. Nos seguiu desde a saída do campus até a parada, que não era perto.

Parava quando a gente parava. Corria quando a gente andava. Olhava pra frente, meio que indicando o caminho com o focinho. Virava para trás, quando nos percebia mais lentos do que de costume. Parava em lugares que mereciam uma foto e indicava o local que devíamos admirar. Tudo, incrivelmente (pelo menos pra mim) na maior santa paz, tudo com a mais fina educação. Um guia turístico, carente pra cachorro (olha o trocadilho) e que gostou do nosso carisma. Gostou até demais.

Subiu escadas, chegou na parada. Esperou por um sinal do tipo "vocês vão me levar junto, né?", mas não aconteceu. Talita, claro, era só gargalhada. Eu, claro, super tranquilo, para não dizer o contrário. E o cão? Bem, voltou para o ponto de partida, a espera de um próximo transeunte qualquer. Mas se ele se apegou a gente, a gente se apegou a ele (inclusive eu) e até nome a gente achou por bem lhe dar: 153. O número do ônibus que atravessa a ponte. O canal para conhecermos um cão pé duro, mas cheio de classe. A foto é reveladora, né não? Tirada pela Talita.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Eusébio e Amália

Eles estão juntos há 20 anos. Tiveram 5 filhos, perderam dois, os três que sebreviveram já foram embora. Afinal, eles sabem que a gente cria os filhos para o mundo. Nomeados em homenagem ao jogador de futebol Eusébio da Silva Ferreira e à cantora de fado Amália Rodrigues, o casal de lontras Eusébio e Amália é o ponto alto e mais divertido da visita ao Oceanário de Lisboa. Talita já tinha ido lá e nos dito que eles eram o máximo, a gente só não imaginava o quanto. Essa foto ao lado é de um dos dois, foi tirada por Tiago Pinho. As outras fotos são nossas.

O Oceanário fica no Parque das Nações e tem um dos maiores aquários da Europa. Lindíssimo, cheio de arraias, tubarões e peixes esquisitos e giros. Nós sempre tivemos vontade de ir lá, mas foi a visita da Ana Alice e do Alexandre que acabou nos propocionando a ocasião. Amamos, eu não imagino famílias com crianças visitando Lisboa e não indo ali. Minha criança interior ficou louca lá dentro...rs

Sem contar que a gente ainda vê os exemplares de verdade do Nemo e da Dóli, e aqui vocês imaginam as crianças por lá... Só não gostei do Polvo, ele é muito feio... A loja do Oceanário é um espetáculo. Fiquei louca pelo urso de lontra segurando o caranguejo. E claro, vários Nemos de pelúcia. Enfim, recomendadíssimo. E quem tem a carteira internacional de jornalista não paga entrada. Quer melhor?