O mês de junho foi de férias mesmo, além da visita da Wania e do Daniel, minha irmã Noemi e meu cunhado Rogério também aportaram por aqui. Na verdade, a viagem deles começou em fevereiro porque desde essa época que nós fazemos reuniões via Skype para decidir o roteiro deles em Portugal e uma viagem muito especial que fizemos os quatro. Depois de vários encontros, análise de preços de hospedagens, trens, ônibus e aviões, fechamos o roteiro em Lisboa, Porto, Lisboa, Genebra (Suíça), Berlin e Colônia (Alemanha), Praga (República Tcheca) e Viena (Áustria) e Lisboa de novo.
Cada cidade dessa receberá mais atenção em outros posts, mas o que posso dizer agora é que os meninos são excelentes companheiros de viagem. Rimos muito nesses quase 20 dias. Desde a chegada deles, que nós achamos que era na quinta e foi só na sexta, a emoção foi total. Voltamos a visitar locais queridos de Lisboa (e agora o Paulo tem a marca de ter visitado o Castelo São Jorge 7 vezes, e eu 6). E descobrimos outras coisas. No Porto, onde éramos seis junto com Daniel e Wania, nunca é demais dizer que o Nilton e a Lúcia sempre param a vida deles para nos receber e apresentar a cidade.
Nos outros países, enfrentamos as línguas francês, alemão e o tcheco, as comidas diferentes, os caminhos que nos perdiam, mas cada erro dava uma gargalhada maior que a outra e o grito geral "Silas!" (de "se lascou", se deu mal). Dividimos quartos em muitos cantos, fizemos ensaios fotográficos, eu e Rogério jogamos uma partida de xadrez num tabuleiro gigante em Genebra, todos torramos no calor de Berlin, fizemos um novo amigo em Viena e visitamos a loja de chocolates de Colônia e morremos de amores por Praga. E ainda curtimos o dia e a noite lisboetas. No fim, Noemi e Rogério ainda nos ofereceram um jantar super especial.
Como disse a Noemi, no fim, o que restou foi pensar que as próximas férias deles são em outubro e a gente vai se ver já já. Assim, segura-se a saudade. Até lá, é rever as fotos das nossas aventuras pela Europa.
Os laços nos movem e movem o mundo Um emaranhado de laços que dizem muito sobre nós, Paulo e Eugênia: dois jornalistas, pesquisadores com mestrado em Comunicação Estratégica. Somos também autores desse blog que se modificou e continua a se modificar com o tempo, acompanhando nossa vida a dois e com o mundo que já conquistamos e os outros tantos que pretendemos enveredar por. Mas o que mais nos define mesmo é que somos a família que gerou Elisa.
domingo, 27 de junho de 2010
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Desculpa lá, é meu marido
Quando a decisão de fazer o Mestrado apareceu, muita coisa na nossa vida se moveu em torno, por causa e para isso. Acabamos de terminar o ano letivo do curso. Professores, trabalhos, aulas ficam agora para trás. Hora de dissertar. Recebemos excelentes notícias nesta semana. O professor que queríamos como orientador desde o primeiro semestre aceitou aos dois como orientados. Se Deus quiser, começamos a trabalhar em julho mesmo. Além disso, a Nova de Lisboa aprovou nosso pedido em algumas modificações na dissertação, o que vai nos ajudar no reconhecimento do diploma no Brasil.
Para completar, o artigo do meu super marido no seminário de Gestão de Imagem foi publicado no blog do nosso professor. Ele passou dois meses trabalhando concentrado nele e o artigo ficou muito, muito bom. Vocês não precisam acreditar em mim. É só ir lá e conferir: http://gi-unl.blogspot.com/2010/06/um-artigo-de-paulo-junior-pinheiro.html. Paulo analisou o encontro entre humor e política em um objeto completamente lusitano, o programa televisivo Gato Fedorento Esmiúça os Sufrágios. Sufrágios é como chamam as eleições aqui. Vou só dizer ainda que o Paulo ficou com a nota mais alta da sala e não falo mais nada, porque vocês são capazes de me chamar de babona...
Para completar, o artigo do meu super marido no seminário de Gestão de Imagem foi publicado no blog do nosso professor. Ele passou dois meses trabalhando concentrado nele e o artigo ficou muito, muito bom. Vocês não precisam acreditar em mim. É só ir lá e conferir: http://gi-unl.blogspot.com/2010/06/um-artigo-de-paulo-junior-pinheiro.html. Paulo analisou o encontro entre humor e política em um objeto completamente lusitano, o programa televisivo Gato Fedorento Esmiúça os Sufrágios. Sufrágios é como chamam as eleições aqui. Vou só dizer ainda que o Paulo ficou com a nota mais alta da sala e não falo mais nada, porque vocês são capazes de me chamar de babona...
A máquina “furtada” da irmã do Daniel registrou tudo
Cervejas, vinhos e risadas, muitas risadas. Foi assim que começou o nosso mês de junho, na companhia de dois grandes amigos, Daniel e Wania. Antes de seguirem para Barcelona, os dois se hospedaram em nossa casa. E dá-lhe visitar os pontos turísticos e históricos da “capital do império” (parafraseando meu amigo português Pedro Reis).
Foi ótimo tê-los por aqui, principalmente, pela empolgação do Daniel, que lembrou muito a da minha primeira viagem para fora do País, quando eu e Eugênia rumamos para passar um reveillon em Buenos Aires. Cada risada, cada movimento, cada local, por mais simples que pudesse paracer, rendia um flash do Paparazzi Daniboy e sua máquina fotográfica, que, diga-se de passagem, ele "furtou" da irmã dele.
Na onda do Daniel, voltamos a ser "meninos", a desbravar castelos, como o dos Mouros, em Sintra (foto), o Palácio Nacional de Queluz, em Queluz, e o de São Jorge, em Lisboa. Com o fim da primavera, o vinho deu lugar para a cerveja e aquela ponta de nostalgia, da época em que desviávamos o caminho da aula, no campus da UFC, em direção ao bar das Pitomebiras deu o tom de muitos passeios, na descoberta de lugares ótimos, como o Miradouro de Santa Catarina, um dos mais frequentados pela boemia de Lisboa (de onde vemos o Tejo e a Ponte 25 de Abril), que nos foi apresentado por Lídia Maropo, outra cearense gente fina, que está a tirar o doutoramente em Portugal.
E, como de costume, seguimos para "aperriar" Nilton e Lúcia no Porto, que recebeu uma reca de gente com a gentileza de sempre. E aí a fila incluiu Daniel, Wania, eu e Eugênia, além de Noemi e Rogério, um casal que merece um post só deles e de quem falaremos depois. Já já estaremos com uma empresa de turismo, pois a cada grupo de amigos ou familiares que recebemos descobrimos um pouco mais do País. Como diz uma amiga de Brasília, "já conheço tudo por aqui" (hehe).
sexta-feira, 18 de junho de 2010
E o Nobel nos deixou
Hoje, nos alcançou enquanto visitávamos o Palácio Nacional de Queluz a notícia muito triste que o escritor José Saramago faleceu. Irreparável perda para a literatura. Ele deixa-nos 20 ou 30 páginas do que seria um novo romance e uma intensa obra disponível.
Quando chegamos em Portugal, nossa primeira viagem foi sair de Lisboa e pegar dois comboios para chegar a Penafiel, cidade do interior. O objetivo era unicamente assistir a um evento que homenageava o escritor e também contava com sua presença. Tiramos fotos com Saramago e tivemos livros autografados.
Naquele momento, enquanto me tremia, lembro de termos dito que largar tudo e vir parar em Portugal já tinha valido a pena ali. Realizando o sonho de conhecer o escritor que tanto nos embalara durante a vida. Agora, fico ainda mais agradecida de ter tido a oportunidade de conhecer em vida o escritor. Fica aqui nosso lamento. Portugal está de luto oficial por dois dias e até domingo José Saramago será velado na Câmara Municipal de Lisboa. Não iremos lá, vou guardar as imagens dele que tive em Penafiel.
E para lembrar desse encontro, os links dos dois posts sobre nosso encontro com o Nobel:
http://pjegena.blogspot.com/2009/11/nos-e-o-nobel-parte-1.html
http://pjegena.blogspot.com/2009/11/nos-e-o-nobel-parte-2.html
Quando chegamos em Portugal, nossa primeira viagem foi sair de Lisboa e pegar dois comboios para chegar a Penafiel, cidade do interior. O objetivo era unicamente assistir a um evento que homenageava o escritor e também contava com sua presença. Tiramos fotos com Saramago e tivemos livros autografados.
Naquele momento, enquanto me tremia, lembro de termos dito que largar tudo e vir parar em Portugal já tinha valido a pena ali. Realizando o sonho de conhecer o escritor que tanto nos embalara durante a vida. Agora, fico ainda mais agradecida de ter tido a oportunidade de conhecer em vida o escritor. Fica aqui nosso lamento. Portugal está de luto oficial por dois dias e até domingo José Saramago será velado na Câmara Municipal de Lisboa. Não iremos lá, vou guardar as imagens dele que tive em Penafiel.
E para lembrar desse encontro, os links dos dois posts sobre nosso encontro com o Nobel:
http://pjegena.blogspot.com/2009/11/nos-e-o-nobel-parte-1.html
http://pjegena.blogspot.com/2009/11/nos-e-o-nobel-parte-2.html
terça-feira, 25 de maio de 2010
Eu quero um beijo do leão marinho!
Estamos muito afastados daqui mas a razão é nobre. Temos cinco artigos para terminar até dia 01 de junho. Aliás, eu tenho cinco e estou no terceiro, o Paulo já está terminando o quarto e último dele (meu marido é assim). São três para os seminários do Mestrado. Cada cadeira aqui pede sempre um artigo científico no fim do semestre e às vezes outros trabalhos também. O prazo deles na verdade vai até 07 de junho, mas vamos receber visitas super agitadas a partir do dia 01, Wania e Daniel, e depois no dia 03 chegam Noemi e Rogério. E nós temos a consciência que não vamos estudar absolutamente nada depois que eles chegarem.
E os outros dois artigos são para o IAMCR. Um congresso que vamos participar em julho e eu já estou ansiosa por ele porque vi que autores que nós lemos e gostamos como John Downing (de Mídia Radical), a Dulcília Buitoni (Imprensa Feminina no Brasil) e Elizabeth Saad (Estratégias para a mídia digital) estarão lá. Super legal. Vamos ficar amigos de todos eles (abre espaço para dizer que fomos no lançamento do livro da Inês Pedrosa e ela é uma simpatia e se formou na mesma faculdade que nós estudamos agora. Fotos e autógrafos depois, eu já acho que sou amiga dela).
Mas para não dizer que nossa vida é só de estudo tivemos dois acontecimentos, além da Inês Pedrosa. Ontem, fomos para uma palestra de um centro de estudos e finalmente conhecemos a cearense que todo mundo já tinha nos dito que morava aqui e era gente boa demais: Lídia Maropo. Ela estava apresentado o material da tese de doutorado dela (que é fantástica). Enfim, ela realmente é gente boa e muito, muito simpática. Será mais uma cearense para dividir aventuras por aqui.
E por fim, no fim de semana passado, fomos a Setúbal onde minha amiga Maria de Jesus convidou os amigos para a casa dela só para eu ter gente para o grupo focal de um dos artigos (não vou nem comentar como ela é gentil). Pois o que eu vi lá? Uma foto da Maria de Jesus recebendo um beijo na bochecha dado por um leão marinho! vocês têm noção? Uma bitoca do leão marinho! Isso ocorreu no Zoológico de Lisboa onde tem um show com golfinhos. No fim, o leão marinho sai distribuindo beijos na galera da platéia... Claro que eu estarei lá, na primeira fila para receber esta bitoca. Minha irmã está pensando no caso de ir. Ela não está a fim do beijo em si, mas acha que a foto dele deve ficar ótima (isso é herança de uma prima nossa chamada Simone). Enfim, quando os artigo terminarem a gente volta por aqui. Provavelmente para contar das farras. E do beijo do leão marinho!
E os outros dois artigos são para o IAMCR. Um congresso que vamos participar em julho e eu já estou ansiosa por ele porque vi que autores que nós lemos e gostamos como John Downing (de Mídia Radical), a Dulcília Buitoni (Imprensa Feminina no Brasil) e Elizabeth Saad (Estratégias para a mídia digital) estarão lá. Super legal. Vamos ficar amigos de todos eles (abre espaço para dizer que fomos no lançamento do livro da Inês Pedrosa e ela é uma simpatia e se formou na mesma faculdade que nós estudamos agora. Fotos e autógrafos depois, eu já acho que sou amiga dela).
Mas para não dizer que nossa vida é só de estudo tivemos dois acontecimentos, além da Inês Pedrosa. Ontem, fomos para uma palestra de um centro de estudos e finalmente conhecemos a cearense que todo mundo já tinha nos dito que morava aqui e era gente boa demais: Lídia Maropo. Ela estava apresentado o material da tese de doutorado dela (que é fantástica). Enfim, ela realmente é gente boa e muito, muito simpática. Será mais uma cearense para dividir aventuras por aqui.
E por fim, no fim de semana passado, fomos a Setúbal onde minha amiga Maria de Jesus convidou os amigos para a casa dela só para eu ter gente para o grupo focal de um dos artigos (não vou nem comentar como ela é gentil). Pois o que eu vi lá? Uma foto da Maria de Jesus recebendo um beijo na bochecha dado por um leão marinho! vocês têm noção? Uma bitoca do leão marinho! Isso ocorreu no Zoológico de Lisboa onde tem um show com golfinhos. No fim, o leão marinho sai distribuindo beijos na galera da platéia... Claro que eu estarei lá, na primeira fila para receber esta bitoca. Minha irmã está pensando no caso de ir. Ela não está a fim do beijo em si, mas acha que a foto dele deve ficar ótima (isso é herança de uma prima nossa chamada Simone). Enfim, quando os artigo terminarem a gente volta por aqui. Provavelmente para contar das farras. E do beijo do leão marinho!
sexta-feira, 7 de maio de 2010
Meu nome é 153, cão 153
Não só de cultura e turismo vive o nosso blog. Há espaço também para o humor (aproveitando que eu estou a estudar esse conceito para um artigo por aqui... hehe).
Na última quarta-feira, diga-se de passagem respondendo a um convite da Talita, resolvi subir em um ônibus e atravessar com ela a Ponte 25 de Abril. Ideia bacana, até porque ainda não tinha feito o percurso que nos permite ver mais de perto o monumento a Cristo-Rei, uma versão portuguesa do Cristo Redentor. Aproveitaríamos também para conhecer o campus da Faculdade de Ciência e Tecnologia da universidade onde estamos fazendo o mestrado. Legal também.
O mais legal de tudo, no entanto, foi que deixando o campus, depois do tal "tour", e procurando a parada do ônibus fomos seguidos por um... cachorro. Isso mesmo! Não sei se muita gente sabe, mas eu não sou muito chegado em cachorro, principalmente, um desconhecido. Sabe aquele medo sem motivo? Pois é. hehe. E sabe que quem tem medo invariavelmente chama a atenção. Pois é. E foi justamente nesse "chama" que o cachorro sismou com a gente. Nos seguiu desde a saída do campus até a parada, que não era perto.
Parava quando a gente parava. Corria quando a gente andava. Olhava pra frente, meio que indicando o caminho com o focinho. Virava para trás, quando nos percebia mais lentos do que de costume. Parava em lugares que mereciam uma foto e indicava o local que devíamos admirar. Tudo, incrivelmente (pelo menos pra mim) na maior santa paz, tudo com a mais fina educação. Um guia turístico, carente pra cachorro (olha o trocadilho) e que gostou do nosso carisma. Gostou até demais.
Subiu escadas, chegou na parada. Esperou por um sinal do tipo "vocês vão me levar junto, né?", mas não aconteceu. Talita, claro, era só gargalhada. Eu, claro, super tranquilo, para não dizer o contrário. E o cão? Bem, voltou para o ponto de partida, a espera de um próximo transeunte qualquer. Mas se ele se apegou a gente, a gente se apegou a ele (inclusive eu) e até nome a gente achou por bem lhe dar: 153. O número do ônibus que atravessa a ponte. O canal para conhecermos um cão pé duro, mas cheio de classe. A foto é reveladora, né não? Tirada pela Talita.
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Eusébio e Amália
Eles estão juntos há 20 anos. Tiveram 5 filhos, perderam dois, os três que sebreviveram já foram embora. Afinal, eles sabem que a gente cria os filhos para o mundo. Nomeados em homenagem ao jogador de futebol Eusébio da Silva Ferreira e à cantora de fado Amália Rodrigues, o casal de lontras Eusébio e Amália é o ponto alto e mais divertido da visita ao Oceanário de Lisboa. Talita já tinha ido lá e nos dito que eles eram o máximo, a gente só não imaginava o quanto. Essa foto ao lado é de um dos dois, foi tirada por Tiago Pinho. As outras fotos são nossas.
O Oceanário fica no Parque das Nações e tem um dos maiores aquários da Europa. Lindíssimo, cheio de arraias, tubarões e peixes esquisitos e giros. Nós sempre tivemos vontade de ir lá, mas foi a visita da Ana Alice e do Alexandre que acabou nos propocionando a ocasião. Amamos, eu não imagino famílias com crianças visitando Lisboa e não indo ali. Minha criança interior ficou louca lá dentro...rs
Sem contar que a gente ainda vê os exemplares de verdade do Nemo e da Dóli, e aqui vocês imaginam as crianças por lá... Só não gostei do Polvo, ele é muito feio... A loja do Oceanário é um espetáculo. Fiquei louca pelo urso de lontra segurando o caranguejo. E claro, vários Nemos de pelúcia. Enfim, recomendadíssimo. E quem tem a carteira internacional de jornalista não paga entrada. Quer melhor?
O Oceanário fica no Parque das Nações e tem um dos maiores aquários da Europa. Lindíssimo, cheio de arraias, tubarões e peixes esquisitos e giros. Nós sempre tivemos vontade de ir lá, mas foi a visita da Ana Alice e do Alexandre que acabou nos propocionando a ocasião. Amamos, eu não imagino famílias com crianças visitando Lisboa e não indo ali. Minha criança interior ficou louca lá dentro...rs
Sem contar que a gente ainda vê os exemplares de verdade do Nemo e da Dóli, e aqui vocês imaginam as crianças por lá... Só não gostei do Polvo, ele é muito feio... A loja do Oceanário é um espetáculo. Fiquei louca pelo urso de lontra segurando o caranguejo. E claro, vários Nemos de pelúcia. Enfim, recomendadíssimo. E quem tem a carteira internacional de jornalista não paga entrada. Quer melhor?
terça-feira, 27 de abril de 2010
Imposto de renda além mar
Depois de uma semana de estudos intensivos (afinal a vida, infelizmente, não é só receber visitas) me lembrei que o prazo para a declaração do imposto de renda no Brasil termina no dia 30 deste mês. Na verdade, a partir do dia 29 o site da Receita Federal já empanca. Logo eu, que nunca, nunca, nunca deixava passar do dia 10 de abril, fui fazer minha declaração só agora e descobri que estava com.. .nada. Nenhum dos comprovantes de rendimentos e pagamentos do ano passado estavam comigo. Zero.
Dá-lhe a ligar para os meus queridos ex-empregadores e implorar internacionalmente por ajuda. No Sesc, Santa Olga e Santo Diglas fizeram um resgate de documentos, digitalizaram e me mandaram por e-mail. Na Fac, a sempre gentil Walmara resolveu tudo e separou meus papeizinhos. Lá foi meu super pai pegar nossos documentos na faculdade, entregar à minha prima Lívia para serem digitalizados e enviados. Por sinal, ela queria um par de sapatos Louboutin pelos serviços, vejam como sairia caro se eu fosse pagar mesmo...
E quem tem despesa com instrução no exterior? Converte em dólar pela cotação do dia do pagamento do Banco Central de Portugal, depois converte em real pela cotação do mesmo dia do Banco Central do Brasil e reza para ter feito o cálculo certo. Enfim, graças a um trabalho de time (dos meus amigos e parentes no Brasil), declaração feita e enviada. E, depois de tuuuuudo isso, serei recompensada com 100 reais de restituição pela Receita Federal. Ainda bem, né?
Dá-lhe a ligar para os meus queridos ex-empregadores e implorar internacionalmente por ajuda. No Sesc, Santa Olga e Santo Diglas fizeram um resgate de documentos, digitalizaram e me mandaram por e-mail. Na Fac, a sempre gentil Walmara resolveu tudo e separou meus papeizinhos. Lá foi meu super pai pegar nossos documentos na faculdade, entregar à minha prima Lívia para serem digitalizados e enviados. Por sinal, ela queria um par de sapatos Louboutin pelos serviços, vejam como sairia caro se eu fosse pagar mesmo...
E quem tem despesa com instrução no exterior? Converte em dólar pela cotação do dia do pagamento do Banco Central de Portugal, depois converte em real pela cotação do mesmo dia do Banco Central do Brasil e reza para ter feito o cálculo certo. Enfim, graças a um trabalho de time (dos meus amigos e parentes no Brasil), declaração feita e enviada. E, depois de tuuuuudo isso, serei recompensada com 100 reais de restituição pela Receita Federal. Ainda bem, né?
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Visitas de abril
Nós estivemos meio distantes daqui mas o motivo foi nobre e precioso: em abril foi a vez dos pais do Paulo virem nos visitar em Portugal. E trouxeram, para grande alegria nossa, uma convidada super ilustre: a Vozinha!
Foram dias intensos e muito corridos, mas cheios de gargalhadas. Eles conheceram os principais pontos de Lisboa (e um amigo nosso disse que já poderíamos nos candidatar a trabalhar como guia...). Também foram a Madrid. Mas o principal ponto da viagem foi a ida a Fátima, onde assistimos a missa e comemoramos o aniversário do Seu Paulo, meu sogro.
Voltaram cheios de histórias e lembranças dessa terra. Vozinha surpreendeu todo mundo acompanhando o ritmo da viagem e nos superando. Ela subiu as escadas do Castelo São Jorge brincando enquanto eu ia sem nem respirar...
E para ficar provado de vez que essa brincadeira de oceano atlântico entre nós é maior besteira, para fechar o mês de abril, esperamos ainda a visita de um casal de amigos de Fortaleza que ficará dois dias em Lisboa.. Esse mar não consegue separar ninguém!
Foram dias intensos e muito corridos, mas cheios de gargalhadas. Eles conheceram os principais pontos de Lisboa (e um amigo nosso disse que já poderíamos nos candidatar a trabalhar como guia...). Também foram a Madrid. Mas o principal ponto da viagem foi a ida a Fátima, onde assistimos a missa e comemoramos o aniversário do Seu Paulo, meu sogro.
Voltaram cheios de histórias e lembranças dessa terra. Vozinha surpreendeu todo mundo acompanhando o ritmo da viagem e nos superando. Ela subiu as escadas do Castelo São Jorge brincando enquanto eu ia sem nem respirar...
E para ficar provado de vez que essa brincadeira de oceano atlântico entre nós é maior besteira, para fechar o mês de abril, esperamos ainda a visita de um casal de amigos de Fortaleza que ficará dois dias em Lisboa.. Esse mar não consegue separar ninguém!
terça-feira, 6 de abril de 2010
Nossos irlandeses tão latinos
Nos dias que passamos em Dublin, descobrimos um país e um povo excepcional. Durante o congresso que participamos, conhecemos um peruano chamado Ernesto muito gente boa. E lá estávamos nós disparando em espanhol no meio do salão no que Ernesto protamente chamou de "La Máfia Latina". Pois ele conseguiu definir nosso sentimento em relação aos irlandeses com perfeição: "De todos os povos que eu conheci no mundo, os mais parecidos com os latinos são os irlandeses."
Para começar, 19 horas e nós procurando um restaurante para entrar ou um bar e... todos lotados! Completamente! Em plena quinta-feira e não tinha lugar para sentar. Ô povo para gostar de farra! Me lembrou bem os dias que rodamos os bares de Fortaleza e não conseguimos entrar em nenhum. E eles começam às 19 e vão até o dia nascer. Nós ficamos num albergue perto do Temple Bar e acompanhamos todos os horário de farra. Neste quesito, eles ganham em latinidade de todos os outros países.
Também são desesperados por esporte. Desesperados mesmo. Teve um jogo de rugby entre Irlanda e Escócia lá e a cidade literalmente parou e ficou verde. Todos mundo só falava do jogo e todas as televisões ficaram nele. Infelizmente, a Irlanda perdeu. Mas aí eles beberam para afogar as mágoas.
E também adoram conversar. Eu fui comprar uma revista e quase não consigo sair da banca, o vendedor ficou puxando assunto com a gente direto. Nós nos perdemos procurando o James Joyce Center e um senhor chegou para nos ajudar. Enquanto eu e Paulo conversávamos com ele, chegou outro senhor e ficou brincando: "Não, cuidado, ele vai deixar vocês mais perdidos ainda!". Eles não se conheciam, nem a nós, foi uma conversa assim nascida no meio da rua e já estavam fazendo piada um com outro. Quase que eu pergunto se eram brasileiros...
Sem contar que Dublin é... Dublin! Arquitetura de você morrer, aquele rio passando no meio da cidade cheio de pontes. Vimos Trinity College, Dublin Castle (vale a pena fazer a visita guiada), catedrais de St. Patrick e a Christ Church (essas cobram para entrar), o James Joyce Center, a casa do Oscar Wilde, o Green Park (separe uma tarde para ficar por lá). A National Gallery lindíssima e aberta a público. Enfim, nós voltamos querendo ficar.
Ah, e extremamente recomendado é o albergue Abbey Court. Super bem localizado, é em frente ao rio e do lado da O'Conner Street, dá para fazer tudo a pé. A cozinha é enorme, os quartos e banheiros são limpos, têm café da manhã e as pessoas são as mais gentis que já vi em albergues. Só não vá se você se pertubar com barulho porque no fim de semana os bares perto têm...farra, né? Para vocês terem idéia, esqueci meu celular lá quando saímos no domingo.Mandei um e-mail perguntando se alguém tinha achado. No sábado seguinte meu celular chegou por correio aqui em casa com um bilhetinho lindo escrito a mão pelo pessoal do albergue. Pra quem já estava com o coração derretido pelo povo irlandês...
Para começar, 19 horas e nós procurando um restaurante para entrar ou um bar e... todos lotados! Completamente! Em plena quinta-feira e não tinha lugar para sentar. Ô povo para gostar de farra! Me lembrou bem os dias que rodamos os bares de Fortaleza e não conseguimos entrar em nenhum. E eles começam às 19 e vão até o dia nascer. Nós ficamos num albergue perto do Temple Bar e acompanhamos todos os horário de farra. Neste quesito, eles ganham em latinidade de todos os outros países.
Também são desesperados por esporte. Desesperados mesmo. Teve um jogo de rugby entre Irlanda e Escócia lá e a cidade literalmente parou e ficou verde. Todos mundo só falava do jogo e todas as televisões ficaram nele. Infelizmente, a Irlanda perdeu. Mas aí eles beberam para afogar as mágoas.
E também adoram conversar. Eu fui comprar uma revista e quase não consigo sair da banca, o vendedor ficou puxando assunto com a gente direto. Nós nos perdemos procurando o James Joyce Center e um senhor chegou para nos ajudar. Enquanto eu e Paulo conversávamos com ele, chegou outro senhor e ficou brincando: "Não, cuidado, ele vai deixar vocês mais perdidos ainda!". Eles não se conheciam, nem a nós, foi uma conversa assim nascida no meio da rua e já estavam fazendo piada um com outro. Quase que eu pergunto se eram brasileiros...
Sem contar que Dublin é... Dublin! Arquitetura de você morrer, aquele rio passando no meio da cidade cheio de pontes. Vimos Trinity College, Dublin Castle (vale a pena fazer a visita guiada), catedrais de St. Patrick e a Christ Church (essas cobram para entrar), o James Joyce Center, a casa do Oscar Wilde, o Green Park (separe uma tarde para ficar por lá). A National Gallery lindíssima e aberta a público. Enfim, nós voltamos querendo ficar.
Ah, e extremamente recomendado é o albergue Abbey Court. Super bem localizado, é em frente ao rio e do lado da O'Conner Street, dá para fazer tudo a pé. A cozinha é enorme, os quartos e banheiros são limpos, têm café da manhã e as pessoas são as mais gentis que já vi em albergues. Só não vá se você se pertubar com barulho porque no fim de semana os bares perto têm...farra, né? Para vocês terem idéia, esqueci meu celular lá quando saímos no domingo.Mandei um e-mail perguntando se alguém tinha achado. No sábado seguinte meu celular chegou por correio aqui em casa com um bilhetinho lindo escrito a mão pelo pessoal do albergue. Pra quem já estava com o coração derretido pelo povo irlandês...
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