sábado, 9 de junho de 2007

A batata quente do batistério do noivo


Pense numa batata quente essa que eu peguei: encontrar e trazer para Fortaleza o meu batistério. De nascença mesmo eu sou natural de Belém do Pará. Lá, meus pais viveram depois de já terem passado por São Paulo e Minas (meu irmão mais velho, Clinton, é mineiro). Meus pais repetiram o caminho de muitas famílias nordestinas, que nas décadas de 60/70 migravam para as regiões sul e sudeste em busca de melhores condições de vida.

Quando eu nasci, com poucos meses, deixamos o Pará e voltamos para o Ceará (eu, por sinal, vim na frente, pois não me adaptei ao clima. Meu nariz até hoje não funciona muito bem. Alergia das brabas!). Vale destacar que meu irmão mais novo, Maikon, esse sim é cearense rs. Pois bem. Passado esse “bocado” de tempo, a capela onde me batizei mudou de lugar (vejam só) e com poucos amigos no Pará, encontrá-la e, conseqüentemente, encontrar meu batistério para dar entrada no casamento, se transformou numa missão quase impossível.

Passei a batata quente para os meus pais que, educadamente, mesmo sem perspectivas, tentavam manter a calma, principalmente, na frente da noiva, que já começava a temer os prazos e a possibilidade do documento não chegar a tempo. Enquanto isso, a madrinha Larissa (muito bem informada, como sempre), tratou de acalmar nossos ânimos, explicando que sem o batistério a saída era meus pais mostrarem uma foto do meu batizado e jurarem na Arquidiocese de Fortaleza para o Arcebispo que eu havia me batizado mesmo. Dá-se jeito pra tudo, né não?

Sei que, por intermédio da ajuda de um amigo de meu pai (a quem somos muito gratos) o batistério apareceu. Por sorte, pois a única foto do meu batizado eu havia perdido poucos dias antes (hehe). Eu acho que com essa informação eu mato minha mãe do coração... (Brincadeirinha, mãe! rs).

5 comentários:

Eleni disse...

Oi Paulo,estou feliz com este episódio quase trágico da perda da foto, pois vou ganhar um pontinho como sogra ( sei que sogra precisa ralar, matar dois leões por dia para ser querida ou, pelo menos, não se tornar "persona non grata"). Guardei sua foto. Fique tranquilo: sua mãe não lhe puxará as orelhas...
Beijos.

Juliana disse...

ufa!
Também nasci no norte e mudei muito de cidade, mas fui batizada no Crateús mesmo... e já me certifiquei que mamãe guarda várias fotinhas... hehe
Beijão!!!

Eugênia disse...

Ju, me informaram q batistério com fins de matrimônio só tem validade de seis meses , heim? Eu já começaria a procurar essa igreja no mapa! bj

Juliana disse...

Besteira, preciso antes encontrar o noivo... Dá tempo, então.
Hehe

Vanessa disse...

Nããããã... eu nem sei do meu batistério e nem do certificado de crisma (como é que chama mesmo?). jamais poderei casar na igreja :) Serei obrigada a fazer uma celebração pagão, vcs já estão convidados.