quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Jantar com amigos

Dias seguidos de chuva deprimem. Lição aprendida depois de muita água caindo sobre Lisboa. O resultado é que nós cearenses, como bons índios que somos, não botamos o pé na calçada. Tirando ir para faculdade e colocar o lixo para fora, eu só saí de casa em duas ocasiões nos últimos 15 dias. A primeira foi no domingo, dia 10, quando fomos assistir a Avatar 3D (fomos debaixo de chuva, por sinal).

A outra ocasião foi neste sábado para comprar coisas para um jantar muito especial. Nós recebemos na nossa casa portuguesa com certeza nossos amigos brasileiros: Talita, Fernando e Joubert. Devidamente inspirada, eu resolvi fazer bife a parmegiana (seria filé se eu tivesse filet mignon). Conferi a receita na minha apostila do curso de culinária do Senac e lá fui ao mercado. O dia estava só nublado, que alegria.

Cozinhar em terras estrangeiras tem um sério problema: os ingredientes. Eles não existem, têm outros nomes ou outros sabores. Como por exemplo a farinha de rosca. Eu chamei uma atendente e descrevi a receita para saber se ela tinha a farinha. Nada. Liguei pro Paulo: "Amor, acha aí na internet como se diz farinha de rosca em Portugal". Meu marido ágil logo me liga: é farinha de tosta torrada, ou de pão torrado. Fui perguntar de novo, outra atendente me disse que não existia essa farinha aqui. Já desesperada, fui na parte de congelados, peguei um frango empanado e levei até ela: "Minha senhora, como eu faço essa camada aqui?". Aí ela entendeu... Era porque ela não chamava de farinha, chamava só de tosta torrada.

O outro problema foi fazer mousse. Não ficou cremoso, ficou um suco! Eu acho que o leite condensado daqui e o creme de leite (que eles chamam de nata cremosa) são de texturas diferentes então as medidas devem ser outras. Mas o jantar foi um sucesso assim mesmo, afinal, amigos reunidos em casa sempre formam um momento muito feliz. Saudade de receber pessoas queridas na Casa Verde...

Na verdade, a conversa estava tão boa que nossa vizinha gentilmente começou a bater coisas para nos informar que estávamos falando mais alto do que costume. Nós percebemos que já era quase 1 hora da manhã e estávamos às gargalhadas. Como moramos em casa no Ceará não tínhamos a menos experiência em controlar barulhos pela noite. Mais uma lição: a partir de agora, convidados só para almoços.

E a boa notícia é que ontem o sol voltou a nos ver. Hoje ele também deu um alô, mas choveu depois.

3 comentários:

Paulo Jr. Pinheiro disse...

Quero só registrar que, no dia seguinte, enquanto Eugênia dormia, a vizinha bateu a nossa porta para fazer a reclamação ao vivo e a cores. Disse ela que a nossa sala fica sob o quarto do bebê dela, que tem apenas 15 meses. Obviamente, compreendi o que ela está me dizendo, pedi desculpas pelo incomodo, e reforcei que nós não somos vizinhos de fazer barulho, mas que adoramos receber os amigos. Enfim, a conversou seguiu bem e hoje, minha vizinha Bárbara, volta e meia me encontra no supermercado e é só alegria... Ainda bem! Hehe.

Eleni disse...

Meu Deus!... Então o barulho foi grande mesmo! É por essas e outras que nunca quis morar em apartamento. Ter que reprimir minhas gargalhadas? Nem pensar.
O positivo desta história é o início de relacionamento com a vizinha. Quem sabe, mais uma boa companhia portuguesa?!
Beijos, queridos.

Juliana disse...

O Joubert estudou comigo na UFC...agora fico aqui imaginando a Eugenia traduzindo a receita no supermercado.. kkk
Beijão!