quarta-feira, 23 de junho de 2010

A máquina “furtada” da irmã do Daniel registrou tudo


Cervejas, vinhos e risadas, muitas risadas. Foi assim que começou o nosso mês de junho, na companhia de dois grandes amigos, Daniel e Wania. Antes de seguirem para Barcelona, os dois se hospedaram em nossa casa. E dá-lhe visitar os pontos turísticos e históricos da “capital do império” (parafraseando meu amigo português Pedro Reis).

Foi ótimo tê-los por aqui, principalmente, pela empolgação do Daniel, que lembrou muito a da minha primeira viagem para fora do País, quando eu e Eugênia rumamos para passar um reveillon em Buenos Aires. Cada risada, cada movimento, cada local, por mais simples que pudesse paracer, rendia um flash do Paparazzi Daniboy e sua máquina fotográfica, que, diga-se de passagem, ele "furtou" da irmã dele.

Na onda do Daniel, voltamos a ser "meninos", a desbravar castelos, como o dos Mouros, em Sintra (foto), o Palácio Nacional de Queluz, em Queluz, e o de São Jorge, em Lisboa. Com o fim da primavera, o vinho deu lugar para a cerveja e aquela ponta de nostalgia, da época em que desviávamos o caminho da aula, no campus da UFC, em direção ao bar das Pitomebiras deu o tom de muitos passeios, na descoberta de lugares ótimos, como o Miradouro de Santa Catarina, um dos mais frequentados pela boemia de Lisboa (de onde vemos o Tejo e a Ponte 25 de Abril), que nos foi apresentado por Lídia Maropo, outra cearense gente fina, que está a tirar o doutoramente em Portugal.

E, como de costume, seguimos para "aperriar" Nilton e Lúcia no Porto, que recebeu uma reca de gente com a gentileza de sempre. E aí a fila incluiu Daniel, Wania, eu e Eugênia, além de Noemi e Rogério, um casal que merece um post só deles e de quem falaremos depois. Já já estaremos com uma empresa de turismo, pois a cada grupo de amigos ou familiares que recebemos descobrimos um pouco mais do País. Como diz uma amiga de Brasília, "já conheço tudo por aqui" (hehe).

sexta-feira, 18 de junho de 2010

E o Nobel nos deixou

Hoje, nos alcançou enquanto visitávamos o Palácio Nacional de Queluz a notícia muito triste que o escritor José Saramago faleceu. Irreparável perda para a literatura. Ele deixa-nos 20 ou 30 páginas do que seria um novo romance e uma intensa obra disponível.

Quando chegamos em Portugal, nossa primeira viagem foi sair de Lisboa e pegar dois comboios para chegar a Penafiel, cidade do interior. O objetivo era unicamente assistir a um evento que homenageava o escritor e também contava com sua presença. Tiramos fotos com Saramago e tivemos livros autografados.

Naquele momento, enquanto me tremia, lembro de termos dito que largar tudo e vir parar em Portugal já tinha valido a pena ali. Realizando o sonho de conhecer o escritor que tanto nos embalara durante a vida. Agora, fico ainda mais agradecida de ter tido a oportunidade de conhecer em vida o escritor. Fica aqui nosso lamento. Portugal está de luto oficial por dois dias e até domingo José Saramago será velado na Câmara Municipal de Lisboa. Não iremos lá, vou guardar as imagens dele que tive em Penafiel.

E para lembrar desse encontro, os links dos dois posts sobre nosso encontro com o Nobel:
http://pjegena.blogspot.com/2009/11/nos-e-o-nobel-parte-1.html
http://pjegena.blogspot.com/2009/11/nos-e-o-nobel-parte-2.html

terça-feira, 25 de maio de 2010

Eu quero um beijo do leão marinho!

Estamos muito afastados daqui mas a razão é nobre. Temos cinco artigos para terminar até dia 01 de junho. Aliás, eu tenho cinco e estou no terceiro, o Paulo já está terminando o quarto e último dele (meu marido é assim). São três para os seminários do Mestrado. Cada cadeira aqui pede sempre um artigo científico no fim do semestre e às vezes outros trabalhos também. O prazo deles na verdade vai até 07 de junho, mas vamos receber visitas super agitadas a partir do dia 01, Wania e Daniel, e depois no dia 03 chegam Noemi e Rogério. E nós temos a consciência que não vamos estudar absolutamente nada depois que eles chegarem.

E os outros dois artigos são para o IAMCR. Um congresso que vamos participar em julho e eu já estou ansiosa por ele porque vi que autores que nós lemos e gostamos como John Downing (de Mídia Radical), a Dulcília Buitoni (Imprensa Feminina no Brasil) e Elizabeth Saad (Estratégias para a mídia digital) estarão lá. Super legal. Vamos ficar amigos de todos eles (abre espaço para dizer que fomos no lançamento do livro da Inês Pedrosa e ela é uma simpatia e se formou na mesma faculdade que nós estudamos agora. Fotos e autógrafos depois, eu já acho que sou amiga dela).

Mas para não dizer que nossa vida é só de estudo tivemos dois acontecimentos, além da Inês Pedrosa. Ontem, fomos para uma palestra de um centro de estudos e finalmente conhecemos a cearense que todo mundo já tinha nos dito que morava aqui e era gente boa demais: Lídia Maropo. Ela estava apresentado o material da tese de doutorado dela (que é fantástica). Enfim, ela realmente é gente boa e muito, muito simpática. Será mais uma cearense para dividir aventuras por aqui.

E por fim, no fim de semana passado, fomos a Setúbal onde minha amiga Maria de Jesus convidou os amigos para a casa dela só para eu ter gente para o grupo focal de um dos artigos (não vou nem comentar como ela é gentil). Pois o que eu vi lá? Uma foto da Maria de Jesus recebendo um beijo na bochecha dado por um leão marinho! vocês têm noção? Uma bitoca do leão marinho! Isso ocorreu no Zoológico de Lisboa onde tem um show com golfinhos. No fim, o leão marinho sai distribuindo beijos na galera da platéia... Claro que eu estarei lá, na primeira fila para receber esta bitoca. Minha irmã está pensando no caso de ir. Ela não está a fim do beijo em si, mas acha que a foto dele deve ficar ótima (isso é herança de uma prima nossa chamada Simone). Enfim, quando os artigo terminarem a gente volta por aqui. Provavelmente para contar das farras. E do beijo do leão marinho!

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Meu nome é 153, cão 153


Não só de cultura e turismo vive o nosso blog. Há espaço também para o humor (aproveitando que eu estou a estudar esse conceito para um artigo por aqui... hehe).

Na última quarta-feira, diga-se de passagem respondendo a um convite da Talita, resolvi subir em um ônibus e atravessar com ela a Ponte 25 de Abril. Ideia bacana, até porque ainda não tinha feito o percurso que nos permite ver mais de perto o monumento a Cristo-Rei, uma versão portuguesa do Cristo Redentor. Aproveitaríamos também para conhecer o campus da Faculdade de Ciência e Tecnologia da universidade onde estamos fazendo o mestrado. Legal também.

O mais legal de tudo, no entanto, foi que deixando o campus, depois do tal "tour", e procurando a parada do ônibus fomos seguidos por um... cachorro. Isso mesmo! Não sei se muita gente sabe, mas eu não sou muito chegado em cachorro, principalmente, um desconhecido. Sabe aquele medo sem motivo? Pois é. hehe. E sabe que quem tem medo invariavelmente chama a atenção. Pois é. E foi justamente nesse "chama" que o cachorro sismou com a gente. Nos seguiu desde a saída do campus até a parada, que não era perto.

Parava quando a gente parava. Corria quando a gente andava. Olhava pra frente, meio que indicando o caminho com o focinho. Virava para trás, quando nos percebia mais lentos do que de costume. Parava em lugares que mereciam uma foto e indicava o local que devíamos admirar. Tudo, incrivelmente (pelo menos pra mim) na maior santa paz, tudo com a mais fina educação. Um guia turístico, carente pra cachorro (olha o trocadilho) e que gostou do nosso carisma. Gostou até demais.

Subiu escadas, chegou na parada. Esperou por um sinal do tipo "vocês vão me levar junto, né?", mas não aconteceu. Talita, claro, era só gargalhada. Eu, claro, super tranquilo, para não dizer o contrário. E o cão? Bem, voltou para o ponto de partida, a espera de um próximo transeunte qualquer. Mas se ele se apegou a gente, a gente se apegou a ele (inclusive eu) e até nome a gente achou por bem lhe dar: 153. O número do ônibus que atravessa a ponte. O canal para conhecermos um cão pé duro, mas cheio de classe. A foto é reveladora, né não? Tirada pela Talita.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Eusébio e Amália

Eles estão juntos há 20 anos. Tiveram 5 filhos, perderam dois, os três que sebreviveram já foram embora. Afinal, eles sabem que a gente cria os filhos para o mundo. Nomeados em homenagem ao jogador de futebol Eusébio da Silva Ferreira e à cantora de fado Amália Rodrigues, o casal de lontras Eusébio e Amália é o ponto alto e mais divertido da visita ao Oceanário de Lisboa. Talita já tinha ido lá e nos dito que eles eram o máximo, a gente só não imaginava o quanto. Essa foto ao lado é de um dos dois, foi tirada por Tiago Pinho. As outras fotos são nossas.

O Oceanário fica no Parque das Nações e tem um dos maiores aquários da Europa. Lindíssimo, cheio de arraias, tubarões e peixes esquisitos e giros. Nós sempre tivemos vontade de ir lá, mas foi a visita da Ana Alice e do Alexandre que acabou nos propocionando a ocasião. Amamos, eu não imagino famílias com crianças visitando Lisboa e não indo ali. Minha criança interior ficou louca lá dentro...rs

Sem contar que a gente ainda vê os exemplares de verdade do Nemo e da Dóli, e aqui vocês imaginam as crianças por lá... Só não gostei do Polvo, ele é muito feio... A loja do Oceanário é um espetáculo. Fiquei louca pelo urso de lontra segurando o caranguejo. E claro, vários Nemos de pelúcia. Enfim, recomendadíssimo. E quem tem a carteira internacional de jornalista não paga entrada. Quer melhor?

terça-feira, 27 de abril de 2010

Imposto de renda além mar

Depois de uma semana de estudos intensivos (afinal a vida, infelizmente, não é só receber visitas) me lembrei que o prazo para a declaração do imposto de renda no Brasil termina no dia 30 deste mês. Na verdade, a partir do dia 29 o site da Receita Federal já empanca. Logo eu, que nunca, nunca, nunca deixava passar do dia 10 de abril, fui fazer minha declaração só agora e descobri que estava com.. .nada. Nenhum dos comprovantes de rendimentos e pagamentos do ano passado estavam comigo. Zero.

Dá-lhe a ligar para os meus queridos ex-empregadores e implorar internacionalmente por ajuda. No Sesc, Santa Olga e Santo Diglas fizeram um resgate de documentos, digitalizaram e me mandaram por e-mail. Na Fac, a sempre gentil Walmara resolveu tudo e separou meus papeizinhos. Lá foi meu super pai pegar nossos documentos na faculdade, entregar à minha prima Lívia para serem digitalizados e enviados. Por sinal, ela queria um par de sapatos Louboutin pelos serviços, vejam como sairia caro se eu fosse pagar mesmo...

E quem tem despesa com instrução no exterior? Converte em dólar pela cotação do dia do pagamento do Banco Central de Portugal, depois converte em real pela cotação do mesmo dia do Banco Central do Brasil e reza para ter feito o cálculo certo. Enfim, graças a um trabalho de time (dos meus amigos e parentes no Brasil), declaração feita e enviada. E, depois de tuuuuudo isso, serei recompensada com 100 reais de restituição pela Receita Federal. Ainda bem, né?

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Visitas de abril

Nós estivemos meio distantes daqui mas o motivo foi nobre e precioso: em abril foi a vez dos pais do Paulo virem nos visitar em Portugal. E trouxeram, para grande alegria nossa, uma convidada super ilustre: a Vozinha!

Foram dias intensos e muito corridos, mas cheios de gargalhadas. Eles conheceram os principais pontos de Lisboa (e um amigo nosso disse que já poderíamos nos candidatar a trabalhar como guia...). Também foram a Madrid. Mas o principal ponto da viagem foi a ida a Fátima, onde assistimos a missa e comemoramos o aniversário do Seu Paulo, meu sogro.

Voltaram cheios de histórias e lembranças dessa terra. Vozinha surpreendeu todo mundo acompanhando o ritmo da viagem e nos superando. Ela subiu as escadas do Castelo São Jorge brincando enquanto eu ia sem nem respirar...

E para ficar provado de vez que essa brincadeira de oceano atlântico entre nós é maior besteira, para fechar o mês de abril, esperamos ainda a visita de um casal de amigos de Fortaleza que ficará dois dias em Lisboa.. Esse mar não consegue separar ninguém!

terça-feira, 6 de abril de 2010

Nossos irlandeses tão latinos

Nos dias que passamos em Dublin, descobrimos um país e um povo excepcional. Durante o congresso que participamos, conhecemos um peruano chamado Ernesto muito gente boa. E lá estávamos nós disparando em espanhol no meio do salão no que Ernesto protamente chamou de "La Máfia Latina". Pois ele conseguiu definir nosso sentimento em relação aos irlandeses com perfeição: "De todos os povos que eu conheci no mundo, os mais parecidos com os latinos são os irlandeses."


Para começar, 19 horas e nós procurando um restaurante para entrar ou um bar e... todos lotados! Completamente! Em plena quinta-feira e não tinha lugar para sentar. Ô povo para gostar de farra! Me lembrou bem os dias que rodamos os bares de Fortaleza e não conseguimos entrar em nenhum. E eles começam às 19 e vão até o dia nascer. Nós ficamos num albergue perto do Temple Bar e acompanhamos todos os horário de farra. Neste quesito, eles ganham em latinidade de todos os outros países.

Também são desesperados por esporte. Desesperados mesmo. Teve um jogo de rugby entre Irlanda e Escócia lá e a cidade literalmente parou e ficou verde. Todos mundo só falava do jogo e todas as televisões ficaram nele. Infelizmente, a Irlanda perdeu. Mas aí eles beberam para afogar as mágoas.

E também adoram conversar. Eu fui comprar uma revista e quase não consigo sair da banca, o vendedor ficou puxando assunto com a gente direto. Nós nos perdemos procurando o James Joyce Center e um senhor chegou para nos ajudar. Enquanto eu e Paulo conversávamos com ele, chegou outro senhor e ficou brincando: "Não, cuidado, ele vai deixar vocês mais perdidos ainda!". Eles não se conheciam, nem a nós, foi uma conversa assim nascida no meio da rua e já estavam fazendo piada um com outro. Quase que eu pergunto se eram brasileiros... 


Sem contar que Dublin é... Dublin! Arquitetura de você morrer, aquele rio passando no meio da cidade cheio de pontes. Vimos Trinity College, Dublin Castle (vale a pena fazer a visita guiada), catedrais de St. Patrick e a Christ Church (essas cobram para entrar), o James Joyce Center, a casa do Oscar Wilde, o Green Park (separe uma tarde para ficar por lá). A National Gallery lindíssima e aberta a  público. Enfim, nós voltamos querendo ficar.

Ah, e extremamente recomendado é o albergue Abbey Court. Super bem localizado, é em frente ao rio e do lado da O'Conner Street, dá para fazer tudo a pé. A cozinha é enorme, os quartos e banheiros são limpos, têm café da manhã e as pessoas são as mais gentis que já vi em albergues. Só não vá se você se pertubar com barulho porque no fim de semana os bares perto têm...farra, né? Para vocês terem idéia, esqueci meu celular lá quando saímos no domingo.Mandei um e-mail perguntando se alguém tinha achado. No sábado seguinte meu celular chegou por correio aqui em casa com um bilhetinho lindo escrito a mão pelo pessoal do albergue. Pra quem já estava com o coração derretido pelo povo irlandês...

quarta-feira, 31 de março de 2010

São as águas de março fechando o “inverno”

Março nos deixa com a chegada da primavera e a lembrança de momentos inesquecíveis, como estes:

Visitas especiais
Aportaram por aqui duas pessoas muito queridas: os pais de Eugênia, Seu Cabral e Dona Eleni. Chegaram por aqui no dia 13 e nos deixaram, com aquela saudade que aperta da família quando se está longe, no último dia 29. Foram dias de muitas risadas e uma programação extensa. Fizemos um tour daqueles e meus sogros viveram dias de “mochileiros” por aqui, carregando nas costas o necessário para conhecer um pedaço da Europa. Sem contar os albergues (hosteis, por aqui), onde dividimos quartos, beliches e histórias. Ótimas histórias, por sinal.

Curtimos Lisboa e Fátima, passeamos pelo Porto (nas sempre agradáveis companhias de Nilton e Lúcia), estivemos em Dublin (Irlanda) e Londres; e Eugênia ainda deu uma esticada com eles para Madri, cidade que de tão próxima volta e meia recebe uma visita nossa e de quem nos presenteia com a presença. Ainda tivemos um almoço privilegiado na casa de uma famíalia "bem portuguesa com certeza" de Beatriz e José, proprietários do apartamento alugado por nós. Pessoais incríveis, assim como Pedro e Laura, que gentilmente nos emprestaram o apê deles no Porto.

No cardápio, baião de dois e cuscuz feitos por D. Eleni e os pratos (cada vez mais profissionais) de Eugênia. Seu Cabral tomou uns bons whisckys (apesar de poucos, de tão caros, principalmente na Irlanda) e deve retornar pra Fortaleza achando tudo mais barato, tenho certeza! Hehe. Para eles oferecemos o nosso amor, o nosso respeito e a nossa gratidão, além do aconchego do nosso apartamento e muito do que aprendemos nos meses em que estamos por aqui.

Aniversário da Eugênia
Março é também o mês de aniversário da Eugênia. Apesar da distância de amigos queridos, com quem curtimos anualmente a data, a comemoração por aqui contou com os companheiros brasileiros que estão dividindo conosco as aventuras “Nazeuropa” (Joubes, Talita e Fernando), com os pais dela e com muito chocolate e presentes da Disney (que o digam eu e Talita, que tivemos a mesma idéia de presente! Hehe). Ainda rolou um jantarzinho em um restaurante que adoramos em Lisboa, em um bairro chamado Rato, onde as massas são sempre acompanhadas (pelo menos por nós dois) com um bom vinho! Saúde e paz, meu amor!

Conferência na Irlanda
A ida para Dublin não foi só turística. Tivemos um trabalho aprovado por lá, em Comunicação e Gênero. A Conferência, na Universidade de Dublin, foi muito interessante por vários motivos: contatos com pesquisadores de vários países, inclusive Latinos; a conquista de uma publicação internacional no currículo e a apresentação do paper em inglês, para uma platéia “cosmopolita” e cheia de interesse no que se refere à imprensa brasileira, no caso à imprensa feminina. A repercussão foi muito boa na Universidade Nova de Lisboa, onde fazemos o mestrado (obrigado professor Rogério pela citação em seu blog!), e retornamos com a notícia de outros trabalhos aprovados, em Braga (Portugal).

E em abril
Agora contagem regressiva para a visita de meus pais, Afonso e Conceição, e de minha vozinha, Maria, que já já chegam por aqui e com os quais vamos repetir a dose de passeios, risadas e novas histórias. Ô coisa boa é família!

quarta-feira, 10 de março de 2010

Uma cidade toda feita para mim

O povo do Ceará é conhecido por seu índio com chuva. Caiu água do céu? Ninguém sai de casa. Também o trânsito fica infernal, ruas alagam e a probabilidade de você não chegar aonde quer é grande. Pois bem, esse povo português não tem nada disso. Chove quatro dias seguidos e eles nem aí. Ruas cheias, todo mundo com seu guarda-chuva saracoteando de um lado para o outro. Já tínhamos visto na cidade do Porto as pessoas indo de bar em bar, farreando debaixo do maior toró (chuva muito forte).

Pois nesta segunda, em Óbidos, deixamos nossa cearensidade para trás e enfrentamos um dia de chuva torrencial para passear. E muitas outras pessoas também o fizeram pelo Festival de Chocolates de Óbidos, entre os dias 04 e 14, feira de produtos de chocolate, exposição de esculturas, de bolos, curso de culinária. Enfim, eu achei que tinha morrido e ido para o céu.


Como era dia Internacional da Mulher, entrei de graça. A cidade por si já vale a pena. Lindíssima. Toda rodeada por uma muralha, com uma vista belíssima (e olha que o estava escuro de chuva). Ver bolos lindos, pausa para chocolate quente e maria-mole, ver as esculturas super legais das 7 Maravilhas do Mundo todas em chocolate, pausa para um crepe com chocolate, ficar um tempo nos cursos, ver mais esculturas, pausa para tomar licor de ginjinha (em homenagem aos meus amigos da AD2M que fizeram toda a propaganda), comer um quiche e uma torta de musse de chocolate. Tudo debaixo de muita água.

Foi o melhor dia das mulheres que já aproveitei. E quem me conhece pode imaginar a minha felicidade passeando num mundo de chocolate.

Mesmo para quem visite Portugal em outra época, vale a pena conhecer Óbidos. Fica a uma hora de Lisboa, você pega um autocarro da Rodotejo que sai de Campo Grande, ao lado da estação de metro. As passagens de ida e volta custam exatamente 13 euros e 30 centimos. As fotos deste post são da cidade decorada para o Festival. E das esculturas de chocolate, sim, essas pessoas ao lado são na verdade de chocolate, incluindo o cavalo. Eu também já ouvi falar muito bem dos vinhos e da culinária de lá, mas, infelizmente, não provei nada salgado, sabe como é, eu, chocolates... Lá, tem-se que provar o licor de Ginja em copinhos de chocolate. É um licor de cereja feito na região, muito típico e muito bom. E depois, você come o copinho...